quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

ILUSÃO DO HOMEM SÓ



Quantas palavras caem sobre o silêncio,
No vazio dos dias,
Mas nada dizes...

Por que, ó ilusão, calas-te,
E em silêncio rasgas meu coração?

Sem o saber, dificultas o fluir do meu sangue
E permites que a desilusão do mundo invada-me por meus olhos,
Sedentos de ver,
E se aloje em meu corpo,
Sedento de vida.

Por que te calas,
Majestática entre escombros,
Quando meu coração se subjuga sob teus pés,
Esperando que o pises,
Mas que ao menos por ele passe?

Por que te calas,
Se nesta vida
És a expressão derradeira de toda a minha vontade?

Pois, se tenho este corpo –
E dentro dele minha alma delimitada –
É somente para te adorar.

Pois falas-me, eterna serenidade,
Pois até mesmo essa matéria
Que existe para o teu uso
Também há de se desintegrar...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

ESPERANÇA


Há algo novo se espalhando pelo ar:
Um sentimento que não se pára pra sentir,
Voz muito altiva impossível não se ouvir,
Gesto ignoto que não dá pra decifrar...

É Rock ‘n Roll, pedras rolando, puro som,
O grande urro de uma déia, a mais bonita,
É obvio, tempo, intuitivo, puro e bom,
Intervalo, uma luz bela, fuga infinita...

É do peito donde emerge o sentimento,
Vem com a noite, como a morte, indefinido,
É sonho velho, anjo novo, grande amigo,

Está no ar se divagando no momento
Em que te encerras no teu seio, deprimido,
E mora e dorme no teu peito, um inimigo...