segunda-feira, 26 de setembro de 2011

NÃO IMPORTA ONDE VOCÊ JÁ CHEGOU. IMPORTA ONDE VOCÊ ESTÁ INDO

Na vida, muitos acontecimentos são questão de escolha, de estabelecer metas e de trabalhar para cumpri-las. Nem todos começamos bem a caminhada, mas no decurso de nossa jornada, podemos mudar a trajetória de nossas vidas e seguir um rumo estabelecido para alcançar objetivos que nos darão, no final, a sensação de que fizemos tudo o que queríamos fazer e que, por isso mesmo, a vida foi altamente bem-sucedida.

Um professor contou uma pequena história. Na história dele, o cara nasceu numa pequena cidade do interior, chão de terra batida, poucas alternativas. Ou seja, o começo não foi bom, mas isso não dependia dele. Dependia dos pais dele.

Esse cara, na vida adulta, se mudou para outra cidade. Quando casou, tinha pouco mais que dois colchões de solteiro, que de dia eram sofá e de noite eram cama de casal, uma tevê e alguns móveis de cozinha, e morava num pequeno apartamento de 38 m². No dia do seu primeiro aniversário de casamento, ele foi comemorar num restaurante bem simples e ali, no calor do acontecimento, traçou duas metas. Uma ele contou à esposa. A outra manteve oculta.

Ele disse: “Querida, hoje estamos comemorando um ano de casados. Estamos jantando aqui neste restaurante muito simples. Mas eu prometo que a cada ano, iremos comemorar num restaurante diferente e melhor. E quando completarmos cinco anos de casados iremos comemorar em Buenos Aires…” A esposa simplesmente riu, mas concordou. Como ela não havia “botado fé” na promessa, ele achou melhor não contar a outra (que era comemorar o aniversário de dez anos em Paris). Ou seja, para que seus esforços dêem certo, às vezes você precisa trabalhar em silêncio, “com as baratas”.

Enfim, ele trabalhou para alcançar suas metas. Comprou um velho Fiat Uno. Trabalhava durante o dia, e a noite estudava na UEB. Terminou a graduação, partiu para um mestrado. Assim, no aniversário de cinco anos de casado, foi comemorar em Buenos Aires. Quando completou o décimo ano, foi comemorar em Paris e, de quebra, fez uma turnê pelo “Velho Mundo”, como desejara, mas não dissera à esposa. Ou seja, embora começando com alguma dificuldade, você pode controlar os acontecimentos para realizar aquilo que deseja, ao estabelecer metas factíveis.

Hoje, esse cara é um profissional gabaritado em Brasília e disputado pelas instituições de ensino. O filho dele, de cinco anos, não tem carteira de identidade. Tem passaporte. Ou seja, aquilo que a pessoa consegue, a sua prole vai usufruir. E ele terá um começo melhor que o pai, mas vai ter um final muito melhor, dependendo das escolhas que fizer.

Viver é definir prioridades. A pessoa deve estabelecer metas e se comprometer a alcançá-las. Em Administração, as empresas precisam estabelecer a sua missão, que é uma “antevisão”, um “vislumbre” do futuro, ou o objetivo de existência que define onde está e aonde quer chegar. Todo indivíduo pode seguir o mesmo caminho: ao traçar metas factíveis, a pessoa demarca “o momento atual e o futuro”, e se compromete a chegar lá.

Nesse mundo, os comprometidos vencem. O comprometimento ajuda a criar o aperfeiçoamento. E como ensinou Confúcio, “o aperfeiçoamento de si mesmo é a base fundamental de todo progresso”.

domingo, 25 de setembro de 2011

Em 2006 escrevi um texto intitulado SALVEM A IGREJA DO ROSÁRIO. Era um grito contra a construção de um posto de gasolina em frente ao imóvel sagrado de nossa história e que, por conseguinte, macularia a visão do velho prédio sagrado. Mas não só isso. A construção do posto naquele local era proibida, como ficou evidente depois. Mas num primeiro momento, era proibida porque assim a Lei municipal o determinava. O texto era, concomitantemente, um grito contra o legislar em causa própria e contra a total falta de interesse que os políticos locais à época tiveram em proteger um patrimônio tombado que é também um símbolo da religiosidade do nosso povo. Pois bem, naquela ocasião a lei foi modificada, a modificação foi sancionada pela autoridade máxima, e a construção do posto foi iniciada. Ainda estão lá as estruturas metálicas. Graças a Deus ou à Virgem Maria, eu suponho, as autoridades judiciárias resolveram interferir e, por força de lei maior, a construção foi vetada. E hoje, 25/09/2011, a igreja é reinaugurada, depois de reforma pelo IPHAN, que deixou o prédio novinho e próprio pra ser admirado. Eu gosto da Igreja do Rosário muito mais pelo seu aspecto histórico que por sua simbologia religiosa e, na minha humilde concepção, falta ainda uma ação pra deixar aquele monumento lindo: retirar aquelas estruturas metálicas dali; estruturas que com sua serventia a faixas e outdoors maculam hoje muito mais a face daquela nova igreja. Que isso seja feito graças a Deus ou à Virgem Maria, mas que seja feito logo...

(leia o texto abaixo)...


SALVEM A IGREJA DO ROSÁRIO


O texto da Lei Municipal 2991, sancionado em 03 de outubro de 2006, poderá passar por modificações na Câmara de Vereadores este ano. Não, não pensem que o intuito é ampliar a abordagem legal, é o contrário: visa a desabilitar o diploma legal e confortá-lo a necessidades particulares.
De acordo com a lei, que dispõe sobre o parcelamento e uso do solo, a área do Setor Rosário é Zona de Interesse de Preservação Histórico e Cultural (ZIPHC). O art. 22 dessa lei reza que são “vedados os usos econômicos que impliquem em vetores de poluição ambiental”, e o art. 21 emenda que poderão ser permitidas “excepcionalmente edificações acima do gabarito estabelecido, com prévia anuência dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Urbano e Política e Urbana e Meio Ambiente e Cultural” (CODEMA).
A presidência da Câmara Municipal, no uso de suas atribuições, propôs e sancionou o Autógrafo de Lei n° 3077, em 11 de setembro de 2007. O autógrafo versa sobre o mesmo tema do art. 20 da Lei de Parcelamento e Uso do Solo, com a ressalva de que “Os usos econômicos denominados de uso especial passarão a ser admitidos na referida área” (§ 4°). Ocorre que o Autógrafo vem investido de uma sutileza tal, que interfere nas bases legais modificando-as ao bel-prazer particular sem nem parecer que o faz. O autógrafo dinamita o Parágrafo Único do art. 36, que em seu caput esclarece que “A anulação dos atos de tombamentos ou preservação de bens só poderá ocorrer por necessário, relevante e comprovado interesse social” (grifei).
Todo esse dilema se reduz à vontade particular e interesse privado e diz não ao “necessário, relevante e comprovado interesse social”. Ao desejar construir um posto para armazenamento e venda de combustíveis, o interessado esbarrou nas “inconveniências” legais e tenta, agora, reformular o referido diploma.
Fala-se de “um indivíduo” porque a mudança na lei é para beneficiar, pelo menos inicialmente, uma só pessoa, em detrimento da coletividade. O interessado em questão é o vereador Beto Roriz. Trata-se do famoso “legislar em causa própria”, com as bênçãos das demais autoridades. Ou seja, mais uma vez o interesse da coletividade é pisoteado pelo interesse particular.
Nós, que ainda nos surpreendemos com os desmandos dos governantes, rogamos a quem de direito: salvem a Igreja do Rosário, ou mandem retirar a placa da entrada da cidade, que convoca o “turista” a visitar o centro histórico.

sábado, 17 de setembro de 2011

QUEM ME DERA QUE EU MORRESSE HOJE...

Morrer não é na verdade morrer. Morrer é transformar. Morrer é deixar de ser (José Saramago)
Ó meu Deus, ó Jah, Quem me dera Que eu morresse hoje! Quem me dera Que esse pó que sou se espalhasse, Virasse poeira e E se perdesse nesse céu tão vasto Ou nesse mar tão largo... Se eu morresse hoje Então eu não teria que ter sonhos Nem teria que traçar destinos, Eu teria apenas que ter fim... Que eu findasse numa praça sem monumentos Longe do rebuliço das pessoas, Distante da velocidade dos automóveis Para poder sentir a calma da partida E para poder me lembrar, Por um momento apenas, Como era estar vivo... Ou que eu findasse Aos pés das ondas, Vendo o mar, sentindo-o e banhando-me nele Para que ele me levasse à eternidade do sepulcro... Quem me dera que esse pó que sou Derretesse sob uma forte chuva E depois fosse embora com as enxurradas E que sobrasse na minha ida Apenas um pequeno veio de cal Indicando levemente O fim de uma dorida existência... Ou ainda, Que o meu corpo se desintegrasse Feito partículas subatômicas, Se misturasse ao ar, Ou que virasse capim, Que desse vida mesmo depois de morto... Quem me dera, meu Deus, Que eu morresse hoje... Ao menos eu não teria mais Que juntar forças Para continuar cada dia Levando embora esta sangrenta dor... Se eu morresse hoje, Nunca mais eu teria que pensar...