sábado, 25 de setembro de 2010

O POETA



Às vezes eu queria ser um ignorante... mas sou poeta!

Ninguém escreve poesia porque é bonitinho.
Mas porque a humanidade está cheia de sentimentos.

A poesia é uma arte sugestiva que se utiliza do símbolo e se recusa a imitar a vida. Por esta razão, estimula a imaginação do leitor e se apodera de seus sentimentos, incitando-os a ardorosas ações. A poesia também apela ao intelecto e é capaz de “ministrar diretamente lições de profunda sabedoria”. Devido a sua própria estrutura, a poesia é necessária em épocas de predomínio da razão a fim de dar vazão às emoções. A humanidade, com suas lutas, com seus sentimentos e seus conflitos, clama por alguém capaz de expressar seu espírito para logo depois esquecer suas dores, ou mesmo para acentuá-las ainda mais, como se feridas fossem abertas, ou expostas, ou cutucadas até o limite. O poeta é o porta-voz de uma mentira que embeleza a vida, de uma seqüência de verdades incrustadas numa mentira, de um mundo imaginado, simbólico, irreal e imortal e, por isso, belo. Munido de sua fé, o poeta se lança no mundo que o circunda, nos bosques, nos campos, nos riachos, nas flores, nos canteiros, nas cidades, nas lutas e até nas tristezas desse mundo, quase tudo despojado completamente de adornos, e os faz substância de sua arte, e cria uma beleza resultante de sua imaginação, transforma em grito simples palavras e adere à luta dos povos, denuncia as indiferenças, desmascara os preconceitos, desmistifica as grandezas e berra à ação. A poesia move os povos, transformando-os. O poeta é o agente dessa transformação.


(Texto encontrado num site da internet - Desconheço o autor)