quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

DESESPERANÇA...


DESESPERANÇA...


Mais uma rosa cai ao chão neste momento
E um tiro perdido ceifa outra vida.
Em qualquer lugar,
Seres humanos são rebaixados à posição de escória
E nem mesmo Padre Cícero,
Cuja imagem se impõe na estiagem do sertão,
Ou Madre Tereza,
Cuja voz silenciosa ainda reverbera pelo mundo,
Poderão aliviar o peso da cruz que carregamos,
E não há saídas nas ruas deste mundo.

É a Amazônia que morre, agonizando sem suas árvores;
O Nordeste que se quebra ao sol ardente,
O Sul que afunda na enchente...

E um menino, perplexo, pergunta:
O que estamos fazendo com o mundo?

Diante de nós o planeta sucumbe,
E nós estamos indo aos extremos da ignorância, destruindo-o sem piedade.
Uma geração avançada, informatizada e consciente
Retira sem dó as riquezas da terra e mexe em sua estrutura vital.

Regredimos tanto em nossa consciência
E estamos entupindo o planeta de lixo,
Modificando fauna e flora,
Destronando deuses e seres míticos
E nos tornando o carrasco para quem a vida pede clemência.
Mas nós não damos. Somos egoístas ao extremo e não damos...

E o menino, perplexo sem nada entender, pergunta choroso:
O que estamos fazendo com o futuro?

Se continuarmos avançando nesta luta contra a natureza,
Amanhã não teremos mais rosas para colher,
Nem as rosas terão mais borboletas,
Borboletas não terão mais céu azul,
Céu azul escondido por uma densa e impenetrável nuvem de fumaça...

Teremos chegado à clássica cena de um filme futurista:
Um planeta destroçado, escombros e gente transformada.

Às vezes eu penso no futuro e tenho medo...
Eu não sei que mundo vou deixar para o meu filho...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

SOMOS TODOS MAUS?


SOMOS TODOS MAUS?

“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.
Martin Luther King Jr.

Eu sei que não deveria mais ficar indignado com as notícias. Porque toda vez que abro a revista ou o jornal, ou procuro um site de informações, é a mesma coisa: não posso esperar boas notícias, pois só falam em tragédia, acontecimentos espúrios, negociações sigilosas, transações nefastas.
Eu tinha certeza que iria encontrar alguma coisa assim nesta última edição da Carta Capital. Bingo! Lá estava, com destaque, a senadora Kátia Abreu, engrossando o coro dos parlamentares que vendem a alma ao diabo e empurra o povo ao calabouço.
Mas eu ainda me indigno. Só que minha indignação me corrói porque eu não posso gritar, porque me sinto impotente, porque estou com as minhas atadas, frustrado, entristecido, alquebrado com a vilania desses “poderosos” esbanjando mal-caratismo e se aproveitando do cargo que ocupa para se apropriar dos bens do povo, como fizeram Cabral e seus marinheiros, que não queriam o nosso bem, mas os nossos bens. Ainda continuam querendo nossos bens!
E me pergunto, descontente: será que somos todos maus? Pergunto isso porque penso em Martin Luther King Jr., que disse ser esta a real preocupação. “Não é a violência, não é o banditismo, não é a roubalheira, não é a corrupção, é o silencio dos bons que preocupa”.
Somos todos maus neste país? Será que a realidade por aqui é que todo mundo, independente da roupa que vista, das idéias que adote e do ambiente em que trabalhe, é corrupto? Ou é só míope e finge que isso não afeta suas vidas? Não é possível que vamos ser lesados para sempre por políticos e não-políticos que nos reconhecem como imbecis e estão “se lixando para a opinião alheia”.
Gritar para quem? Fazer o quê? Votar no melhor? Ora, onde está esse cidadão/cidadã? Onde está esse salvador? Onde está essa alma que não se vendeu?
A gente comum não tem para quem gritar. Está de mãos atadas, não pode fazer nada. Pois se nem com a imprensa cobrando, informando, martelando, essa gente muda, imagina com uma simples reação de indignação de um comum, que é contado apenas como um título de eleitor!
Eu, na minha reação inicial, tive vontade de jogar a revista ao lixo ou ao fogo porque aquela realidade não é a que eu quero! Mas depois li a entrevista do vice-presidente José de Alencar e percebi uma lucidez que não é comum neste país, brilhando no final desse túnel, apontando para o caminho da Justiça. E só por isso mantive as esperanças, porque ainda há pessoas boas, sim, neste imenso país de gente levando e/ou tentando levar vantagem em tudo.

leia reportagem: Revista Carta Capital, Golpe contra camponeses

20/11/2009, Edição 573.

Leandro Fortes, de Campos Lindos (TO)

sábado, 7 de novembro de 2009

LUZIÂNIA - A HISTÓRIA DE SEU PROGRESSO


Parece inacreditável que esta cidade de 263 anos comece a caminhar para o futuro somente agora...
Como foi que esta velha senhora atravessou os anos, dois séculos, e chegou ao que é hoje, ainda uma "senhorinha" dando seus passos timidamente?
Mas aqui estamos, parados sobre esse chão, olhando para ver até onde podemos ir. O certo é que já demos passos para um futuro tão promissor que não há mais como retroceder para aquele passado obscuro.
Estamos crescendo e nossa vista alcança e vislumbra tudo aquilo que podemos ser, não a velha "senhorinha" que baixa a cabeça para tudo, mas a CIDADE dos sonhos de muitos homens e mulheres e que chegou ao futuro com seu pé fincado no progresso. É isto o que esperamos: crescer e progredir com responsabilidade social, respeitando a natureza e sem, jamais, esquecer o passado:

LUZIÂNIA – A HISTÓRIA DE SEU PROGRESO

Mineração


O bandeirante aqui veio
Rompendo estrada e sertão
Seu sonho escavou a pá –
O ouro que dá o chão –
A mula trouxe ao garimpo
O homem de outro torrão
Em seu alforje um desejo –
Riqueza em mineração

Agricultura

O ouro foi acabando
O touro virou cultura
O café a terra engrandeceu
A força da agricultura
E o trabalho duro de mãos
Refletem o esforço grande
Em acabar com a fome –
A sua maior intenção.

Pecuária

A glória áurea do passado
Nos leva para o futuro
O trabalho de nossa gente –
O ouro, a terra, a pecuária –
O sonho humano acalentado
De enaltecer o porvir
Criando, gerando riqueza
Sem jamais esquecer o passado.

Indústria

O progresso chegou no galope
Em “lombo” de caminhão
As engrenagens da indústria
À transformação da matéria –
Juntaram forças nesta cidade
Assim Luziânia cresceu –
Às boas graças do Divino –
À força que o povo deu.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

SOBRE MIM E O RESTO DO MUNDO


SOBRE MIM E O RESTO DO MUNDO

Pra começo de conversa,
Sou Anarquista!


Há um absurdo de notícias sobre mim
Que eu não entendo;
De como meu corpo reage
(ao frio, ao calor ou ao amor)
E porque as mutilações que eu sofro
(no cabeleireiro, ou na manicura ou quando tomo meu banho)
Não excluem minha vida;
Nem porque Deus fez de mim
Um caro com intenções vagabundas,
Com uma fé abalada
E um coração inexpugnável.

Há um clarão sobre minha cabeça
E dentro dela um mundo inimaginável de entretenimento,
Diversão, loucura e paixão,
E as rimas do Cordel de Fogo
Encantando minhas memórias e
Arrepiando meus pelos;
E eu me pergunto qual análise
Deus faz de minha sensatez ou da desordem
Do meu coração.

Mas qual diferença há
Entre mim e o resto do mundo
E quantos caminhos precisarei percorrer
Para chegar até os pés do Senhor,
Não sei nem desejo saber,
Mas a virtude de Cristo
Eu queria para minha vida;
Pois naquelas mãos estendidas
E naquele peito divino
Corria o suor e batia o sino da bondade.

As minhas intenções vagabundas não me tornam mau, nem bom,
Nem grande, nem pequeno,
Sou apenas homem que desconhece as inclinações
Do próprio coração
E não sabe quanto tempo ainda resta
Até a humanidade alcançar a perfeição.
Mas eu gosto de ser imperfeito,
Pois dos doces e azedos da minha imperfeição
Eu sei retirar o sabor exato da vida.

É nisto que eu levo vantagem,
Pois as pessoas que eu olho
E com as quais cruzo pelas ruas
Reconhecem, apenas, as mazelas das obrigações.
Ser eu um vagabundo me difere, me excita e me faz
Correr só por correr, ou ler só por ler,
Para tirar disto o prazer que nisto houver.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Televisão no meio em que vivemos


Não estou aqui para expor uma longínqua tese ou um elucidado discurso mas sim passar em resumo esse detalhe que é tão normal em nossas vidas, todos nos sabemos que a televisão é um grande meio de comunicação, com ela podemos explorar nossos sentimentos de justiça, amor, paz,discriminação ... E ter uma nova visão do mundo. É aquilo que hoje em dia ainda consegue reunir uma família e construir um diálogo entre elas, discutir e formar opiniões, é também um meio de persuazão, aquela que encoraja e leva uma pessoa a tomar a atitude certa e não aceitar aquilo que de errada acontece em sua casa, em sua vida ao seu redor.
Como tudo que existe ela tem dois lado o lado positivo e o negativo, citando alguns negativos que estão contidos neste meio, como crianças vendo cenas de sexo, aprendendo ou tendo atitudes, que deveriam ter anos á frente. É claro que um dia elas terão que aprender sobre sexo, mas antecipando essa aprendizagem pode criar algum problema no seu psicológico, no emocional e na vida dessa criança, não somente essas cenas mas também as que contêm violência, também a forma como tenta colocar sua opinião política, moral...De forma principal e sem direitos a julgamento, e as vezes até confundindo,dentre outras coisas.
Mas temos que olhar o lado positivo, pois é ele que nos beneficia, para aquelas pessoas que vivem uma vida de opressão, ao ver cenas de coragem, luta, busca por direitos e obtenção dos mesmos, sentem-se impulsionadas, a sair do fundo do poço que ela ou a vida a colocou, que na verdade não é vida e sim uma escravidão de silêncio, do sentimento de fracasso e de suicídio físico e moral, chegando ser morte, vivendo semelhante a um zumbi.
A televisão mostra barreiras do preconceito que foram e estão sendo quebradas e a luta para que se alcance mais, destruindo aquelas que precisam e devem ser derrubadas, além da geração de empregos terciários e outros tipos de trabalhos criados. Ela nos traz informação,humor, entretenimento, esporte, saúde, política e o mais importante a visão do mundo, tanto o que acontece aqui quanto o que acontece do outro lado do dele, nele por inteiro, no espaço, no fundo do mar, você pode escolher o que assistir, tentando sempre é claro procurar um programa educativo, não se prenda a visão que a televisão traz, tente manter o seu sentido crítico ligado nas coisas que nos rodeiam e nos fatos que estão acontecendo, não se cegue diante de uma informação obtida, critique, leia, reflita e ponha o seu crítico em vista e ação.