
DESESPERANÇA...
Mais uma rosa cai ao chão neste momento
E um tiro perdido ceifa outra vida.
Em qualquer lugar,
Seres humanos são rebaixados à posição de escória
E nem mesmo Padre Cícero,
Cuja imagem se impõe na estiagem do sertão,
Ou Madre Tereza,
Cuja voz silenciosa ainda reverbera pelo mundo,
Poderão aliviar o peso da cruz que carregamos,
E não há saídas nas ruas deste mundo.
É a Amazônia que morre, agonizando sem suas árvores;
O Nordeste que se quebra ao sol ardente,
O Sul que afunda na enchente...
E um menino, perplexo, pergunta:
O que estamos fazendo com o mundo?
Diante de nós o planeta sucumbe,
E nós estamos indo aos extremos da ignorância, destruindo-o sem piedade.
Uma geração avançada, informatizada e consciente
Retira sem dó as riquezas da terra e mexe em sua estrutura vital.
Regredimos tanto em nossa consciência
E estamos entupindo o planeta de lixo,
Modificando fauna e flora,
Destronando deuses e seres míticos
E nos tornando o carrasco para quem a vida pede clemência.
Mas nós não damos. Somos egoístas ao extremo e não damos...
E o menino, perplexo sem nada entender, pergunta choroso:
O que estamos fazendo com o futuro?
Se continuarmos avançando nesta luta contra a natureza,
Amanhã não teremos mais rosas para colher,
Nem as rosas terão mais borboletas,
Borboletas não terão mais céu azul,
Céu azul escondido por uma densa e impenetrável nuvem de fumaça...
Teremos chegado à clássica cena de um filme futurista:
Um planeta destroçado, escombros e gente transformada.
Às vezes eu penso no futuro e tenho medo...
Eu não sei que mundo vou deixar para o meu filho...




