terça-feira, 8 de junho de 2010

O ÚLTIMO ATO



O ÚLTIMO ATO


No parapeito,
Ele finalmente tentou se reencontrar.
Onde estava, e o que havia dentro de si,
Tentou ver ao fechar os olhos.

Tolice!

Quando você fecha seus olhos,
O mundo não se abre nem se parece mais lindo,
Ele se fecha.
E tudo o que existe
É a escuridão.

E mesmo que você busque,
Tateando,
Não encontrará consistência,
Porque o negrume não tem espessura
Ou volume.

Precipitou-se do parapeito com os olhos fechados,
E o vazio o acolheu...