sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O TAMBORIL


Se esta praça fosse minha,
Se eu fizesse chover em abril,
Se eu pudesse trazer à vida
Estaria vivo o tamboril.

Mas jaz vivo na memória,
Jaz descansando numa sala,
Na forma rústica de um móvel
Onde a pessoa senta e fala.

Serrado em rodelas imensas,
Em longas tiras espessas,
Em tranqüilidade além de senil,

Morreu para os olhos do povo,
Virou estacionamento de gente
As toras do tamboril.

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