quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

ILUSÃO DO HOMEM SÓ



Quantas palavras caem sobre o silêncio,
No vazio dos dias,
Mas nada dizes...

Por que, ó ilusão, calas-te,
E em silêncio rasgas meu coração?

Sem o saber, dificultas o fluir do meu sangue
E permites que a desilusão do mundo invada-me por meus olhos,
Sedentos de ver,
E se aloje em meu corpo,
Sedento de vida.

Por que te calas,
Majestática entre escombros,
Quando meu coração se subjuga sob teus pés,
Esperando que o pises,
Mas que ao menos por ele passe?

Por que te calas,
Se nesta vida
És a expressão derradeira de toda a minha vontade?

Pois, se tenho este corpo –
E dentro dele minha alma delimitada –
É somente para te adorar.

Pois falas-me, eterna serenidade,
Pois até mesmo essa matéria
Que existe para o teu uso
Também há de se desintegrar...

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