sexta-feira, 8 de maio de 2009

MINHA MÃE E TODAS AS MÃES DO MUNDO


Tua é a doçura,
A candura e a simplicidade.

No velho álbum de retratos
Há uma amostra dos teus anos,
Como eras bela, jovem, forte e tenra...

Os teus olhos brilhavam diante do espelho.
Havia, no firmamento,
Um azul encantador;
E nos quintais
Fragrâncias para o teu banho...

Como era doce
A entonação de tua voz,
Suave como o entardecer
E o sol se declinando,
Fazendo uma imensa sombra
De muito longe...

Teus dedos inquietos riscavam,
Nas páginas de diários,
A estrada para os teus pés:
Velhas trilhas para a humanidade.

Naquele dia em que ele chegou
Trazendo flores,
A tua reação foi tão engraçada,
Mas ninguém falou.
Você se alimentou no beijo...

Quando veio a criança
Tua alma se regozijou:
É um menino!

Depois disso,
Só havia uma pessoa importante no mundo,
O fruto do amor divino.

E mesmo hoje, como faz você,
Fazem todas as mães do mundo:
Doam-se em beleza, em bem-aventurança,
Em voz, glória e encanto
Ao fruto de sua claridade.

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