quarta-feira, 7 de julho de 2010

A DESPEITO DE UM RETRATO...


A despeito de um retrato...


Você me vê.
Olha o meu retrato e me vê, projetado por uma lente,
E acredita que, ao ver minha imagem, sabe que eu sou.
Não sabe, não.
Minha alma é grande, não cabe na foto.
Meus desejos são imensos,
Minhas contradições abundam.
Minha vida não cabe no retrato.
Não olhe para minha imagem acreditando que me vê.
Não vê!
Eu,
Toda a minha essência,
Estou mais nas palavras que escrevo do que
Na foto que projeta minha imagem.
Imagem não é nada,
É apenas uma representação infiel daquilo que não sou.

Eu não tenho rótulos e nem sustento dogmas.

Meu universo...
Escadas se rompem sob meus pés
E agora me vejo caindo,
Com meu coração vazio,
Como se uma mão enorme
Houvesse tirado dos meus pés o chão.
Miro o solo...
Em poucos momentos não serei mais...

Mesmo agora me pergunto: quem sou?

Eu mesmo não tenho nenhuma resposta,
Apenas uma vaga orientação:

Al Yasa é meu nome,
Por ele sou grande,
Existo e me realizo.
Para além de mim
Não há mais nada.

Alegro-me por você te vindo...

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